quarta-feira, 13 de maio de 2020

O velho

           Quase no topo da avenida próximo a antiga catedral ficava a porta no corredor. Do lado da loja de salgados e festas separada por uma pequena mureta de pedras bem polidas, pintada com tinta marrom escura, feita de alumínio. Ali de onde saia - talvez de sua casa- o curioso senhor, com o tórax levemente curvado pelos anos. Cabelo ralo parecendo fios de chumaço de algodão, a roupa bem passada ressaltava o ar de mistério, quer dizer ao menos era a tentativa, notava-se  um amassado aqui e outro ali. Sentava na mureta e oferecia doces além de uma conversa recheada de boas histórias narradas por sua voz levemente rouca mas ainda bastante vigorosa, nunca soube seu nome.

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